quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Camarões Flambados com pinga e Aspargos Verdes frescos grelhados....







Quem me apresentou camarão flambado com pinga,  foi meu primo Paulo, em um dos almoços sempre agradáveis em sua casa. Um prato simples, bonito, gostoso e infelizmente caro!...Mas nem por isso não deixamos de executar. Vale o frete como diz um amigo meu...rs....







Ingredientes:

Camarões XLGG rosa.
Pinga da boa
azeite extra virgem
Limão siciliano
Alcaparras
Aspargos frescos
Manteiga
Salsa desidratada
sal
Pimenta branca

Modo de preparo:

Vamos começar pelos aspargos. Em uma panela com água fervendo coloque os aspargos para um breve cozimento, cerca de 5 min. Devemos deixa-los "al dente". Após este cozimento retire os aspargos e leve imediatamente a um recipiente com água bem gelada, isto fara com que os aspargos fiquem bem verdes, evitando que fiquem amarronzados. Em uma frigideira ondulada, derreta a manteiga e disponha os aspargos até que fiquem grelhados. Reserve.

Para os camarões, tempere com sal,  pimenta branca moída na hora e azeite e reserve. Em um recipiente coloque azeite, limão na mesma quantidade,e as alcaparras, misture bem e reserve. Leve os camarões a uma frigideira pré-aquecida  para selar dos dois lados. Após dar o primeiro tombo nos camarões, acrescente a "marvada"(pinga),  incline a frigideira e flambe....após o fogo apagar retire os camarões já disponha no prato, acrescente os aspargos e regue com o molho de azeite com limão e alcaparras por fim corrija o sal .......é maravilhoso!!!!!



Vinho: Espumante Casa Valduga 130 Brut.
Uvas: Chardonnay e Pinot Noir
Não safrado


Para acompanhar um prato desses não poderia ser um vinho qualquer...então escolhi um espumante nacional, que para o meu paladar é um dos melhores produzidos no Brasil, diga-se de passagem, sem nacionalismo exagerado mas já sendo, rs.... os espumantes brasileiros estão sendo premiados mundo a fora em competições de "grosso calibre ", portanto posso dizer que este espumante é um dos melhores do mundo.

De cor amarelo-ouro, com brilho intenso e aromas complexos, apresenta perlage (borbulhas) finas e persistente. O sabor lembra maçã verde e mel. Acidez é ótima e final persistente. Enfim um espumante a altura do prato...quero dizer, Um prato a altura do espumante!!!





quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Costela assada com Batatas ao Murro...


Particularmente a costela é uma das carnes que mais gosto, é sem dúvida a carne mais saborosa do boi. Esta carne é bem versátil, podendo ser feita de várias maneiras: no forno, na panela de pressão, na churrasqueira, base de molho tipo ragu, etc...acompanhando o prato acima utilizei um coringa a Batata ao murro, tipicamente portuguesa. Vale postar a curiosa história da Batata, esta que foi possivelmente a maior contribuição de alimentação do Novo Mundo para a civilização ocidental. É comprovadamente originária do altiplano andino, da região entre Cuzco e o lago Titicaca e chegou a Europa, Espanha, em 1555, por Alvear Nunez Cabeza de Vaca. Sua disseminação foi tão grande que em um levantamento de 1991 constatou-se que era cultivada em 130 países dos então 167 existentes no globo. A história da Batata é tão rica que farei uma postagem só para relatar fatos curiosos sobre este tubérculo delicioso.....(informações tiradas do Livro de Sérgio de Paula Santos - Memória de Adega e Cozinha ).

Ingredientes:

1 Costela de boi ( Minga ou minguinha )
Batatas com casca;
Alecrim
Azeite;
alho;
Sal grosso;


Modo de preparo;
Pegue a costela e tempere com sal grosso. envolva em papel alumínio com cuidado para não rasgar, de umas 3 voltas no papel e vede bem as pontas. É importante que o papel não fique apertado ou rente. A ideia e que costela  cozinhe em sua própria gordura. Coloque no forno a 180 graus por 3 horas.

Pegue as batatas com casca, lave-as. Faça uma " cama" de sal grosso em uma assadeira e coloque as batatas sobre a cama. Leve ao forno por aproximadamente 30 mim. Após o forno, retire da assadeira as batatas e deixe esfriar. Com a palma da mão aperte as batatas de modo que esmague, mas cuidado, vá com calma na força, não queremos um purê. Em uma frigideira acrescente o azeite, alecrim e o alho descascado. Salteie as batatas no azeite até que fi uem douradas. Corrija o sal e pronto!!!!

Vinho: Ribereño - Rideira del Duero - 2007
Casta: Tempranillo

Um Tinto muito agradável coloração rubi intenso com taninos finos, frutado mas não muito, de final longo. . De corpo médio e acidez bem leve, talvez estas características prejudicaram um pouco a harmonização com a costela. Acho que um Cabernet Sauvignon ou um Shiraz casaria melhor com a carne. 


sábado, 19 de novembro de 2011

Pera ao vinho com Ganache de Chocolate com Pistache....




A primeira  vez que comi uma pera ao vinho tinto foi em um restaurante em Campos do Jordão que infelizmente não me recordo o nome. Fomos em uma turma de amigos a este restaurante com  o único intuito de comer truta, por sinal neste restaurante existem lagos onde pode-se pescar e depois o pessoal prepara o peixe para você.... Esta pera que segue a receita abaixo, não é propriamente a que comi em Campos, mas segue a ideia original.

Ingredientes:

8 peras portuguesas descascadas;
250g de chocolate ( nesta receita não necessita ser meio amargo);
200g de creme de leite;
500ml de vinho tinto seco;
150g de pistache sem casca;
açúcar;
manteiga sem sal;

Preparo:

Em uma panela funda coloque o vinho e acrescente 1/2 xícara de de chá de açúcar e deixe reduzir 1/3 do volume. Acrescente as peras e deixe reduzindo por 15 min. sempre em fogo baixo. Retire as peras e reserve. Deixe o molho reduzir até ponto de calda. Para o ganache, derreta 60g de manteiga em uma panela acrescente o chocolate e mexa até derreter totalmente. Ai vem uma dica, como nesse caso não utilizei chocolate amargo ou meio amargo, deixe o chocolate dar uma leve "queimada" na panela, isso vai dar um toque tostado e amargo no ganache. Desligue o fogo e acrescente o creme de leite e os pistaches triturados. Mexer até obter um creme uniforme.  Para montagem disponha uma camada de ganache no fundo do prato coloque a pera por cima e regue com o vinho reduzido, salpique um pouco de pistache triturado e depois é só comer !!!!!!!!!!!!!!!!!


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Robalo no Papillote...parece complicado, mas não é!







A ideia dos papillotes vem de longe, precisamente desde antes de Jesus Cristo. Arqueólogos descobriram potes de cerâmica romana do século 6 a.C., que eram usados com essa finalidade. Nas ilhas do Pacífico Sul, os nativos usavam
folhas de bananeira para embrulhar alimentos e leva-los ao fogo. Na França foi desenvolvido e aprimorado com o uso do papel manteiga para envolver a comida. A técnica consiste em embrulhar legumes, peixes, aves e etc...., em papel manteiga ou alumínio e leva-lo ao forno, preservando e integrando sabor e aromas dos ingredientes.


Ingredientes:

Filé de robalo ( pode ser qualquer peixe )
Tomate
Cebola
Abobrinha
Cenoura
Tomilho
Salsinha
Vinho branco
Pimenta do reino
Sal
Azeite

Preparo:

tempere o filé de peixe com pimenta do reino e sal. Leve a uma frigideira com um pouco de azeite para selar e reserve ( a maioria das receitas de peixe no papillote, manda colocar o peixe cru direto no papel, o que intensifica o gosto de peixe. Eu prefiro selar os filés para amenizar o sabor do peixe).
Leve a abobrinha e a cenoura para um rápido cozimento, cerca de no máximo 5 mim.
Refogue a cebola no azeite, reserve.
Abra uma folha de papel alumino, faça uma "cama" com os legumes. Coloque o filé sobre a cama e acrescente o restante dos legumes sobre o peixe. Regue com uma 1/2 xícara de café de vinho branco, azeite e sal. Por último coloque os ramos de tomilho e salsinha, feche o alumínio em forma de envelope ou uma trouxinha. Leve ao forno pre-aquecido a 200C de 15 a 20 min. PRONTO!!! retire do forno e sirva fechado a mesa. Quando se abre o papillote sai o vapor misturado com os aromas dos ingredientes... simplesmente delicioso.....


Vinho:

A uva Gewurztraminer sempre produz vinhos bem aromáticos, mas os bons vinhos desta cepa geralmente não são muito baratos. Isto não ocorre com este Casillero, de preço acessível e boa qualidade, este vinho apresenta aromas florais intensos demostrando tipicidade da uva, na boca evolui bem com um final não tão longo. A acidez é bem controlada, bem redondo.
É um vinho agradável do início ao fim...recomendo






quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Arroz Carreteiro do AZ - Cozinheiro do mês no Buriti Ville...

Sabe aquela turma de amigos que se conhecem da muito tempo....tipo o amigo mais novo já faz parte da turma há pelo menos 8 anos e amizade mais antiga uns 28...então, eu tenho o privilegio de ter uma dessas...somos +- em 15 caras e nos reunimos todas as terças feiras para tomar uma cerveja, contar lorotas, falar de números, negócio, futebol, F1, música enfim...até religião sai nas prosas e nunca tivemos uma discussão sequer para abalar este convívio harmonioso. O cozinheiro do mês é uma reunião que fazemos na primeira terça do mês onde deliberadamente tomamos conta da chácara do nosso amigo Luciano, e sempre um é eleito ou toma posse da cozinha. A última terça o cozinheiro foi nobre amigo Gustavo que nos presenteou com uma arroz carreteiro delicioso. A receita segue abaixo na integra;


ARROZ CARRETEIRO ou MARIA ISABEL
receita para 12 a 14 pessoas
2 kg de carne seca de traseiro
1 kg de linguiça suína
1,4 kg de arroz parboilizado
1,5 kg de tomate
1 pimentão verde
12 ovos
3 cebolas médias
6 dentes de alho
1 maço de cheiro verde
2 folhas de louro
200 g de queijo ralado

1) Preparação
Um dia antes de fazer o prato, é necessário limpar a carne seca, tirando o excesso de gordura (há quem goste, mas prefiro limpa). colocar a carne limpa em um recipiente e cobri-la com água e deixar na geladeira. Trocar a água 3 vezes, até o próximo dia. Com a carne dessalgada, cozinhá-la na panela de pressão por cerca de 30 minutos. Como a carne é muito dura, agiliza muito do processo de preparar o prato. Sobre a linguiça, pode-se cortá-la em pedaços ou simplesmente tirar toda a carne do invólucro que particularmente prefiro.

2) Fazendo o prato
Dourar a linguiça em óleo quente, em panela grande (tamanho 40, de preferência). Com a linguiça pronta, refogar cebola e alho. inserir o tomate, bem picado, e o pimentão. Coloque a carne seca e deixe tudo cozinhando por uns 20 minutos. Quando o caldo do tomate começar a baixar, colocar todo o arroz e refogar bem. Colocar água fervendo para cozinhar o arroz, em quantidade suficiente para que toda a mistura fique imersa. Tampe a panela e deixe cozinhar em fogo médio até a água secar, se mesmo assim o arroz ainda estiver um pouco duro, pode colocar mais água quente e deixar cozinhar. Essa é a vantagem de usar o arroz parboilizado.

3) Decoração
Sobre arroz pronto, colocar os 12 ovos cortados ao meio, com a gema para cima. Salpicar 100g de queijo ralado junto com a salsinha e cebolinha. fechar a tampa e deixar o queijo derreter. Depois disso, está pronto para servir. 



VINHO


Uma casta interessante para harmonizar é a Cabernet Sauvingnon. Pode ser um Argentino ou um nacional da Serra Gaucha, entre os diversos Cabernet da Serra Gaucha, destaco o Don Laurindo, onde pude conhecer a vinícola e o simpático e alegre Sr. Laurindo.  
   

sábado, 29 de outubro de 2011

Receita do leitor - FILÉ DE FRANGO COM PASTA ERVAS FINAS E LEGUMES AO VAPOR

Bem meus amigos e amigas, esta receita que irei postar abaixo é de um grande amigo, Alexandre Mello, vulgo Alê para os íntimos, que esta desbravando a "terapia" da culinária. Achei interessante e gostei da ideia de postar receitas de vocês, acho que pode ser até um incentivo a busca de novos pratos e também clássicos da cozinha. Portanto pode mandar a receita com foto, se for legal vai pra rede...



Para o Filé:

4 filés de peito de frango
Farinha de rosca, cerca de uma colher de sopa
Mostarda,
Azeite,
Cebola, 1/2
Alho, 1 dentes
Manteiga,
Tomilho, 4 ramos
Alecrim, 2 ramos
Salsa lisa, 4 ramos
Manjericão, algumas folhas  
Parmesão, 70 g
Sal e pimenta do reino, q/n
Legumes: 
Cenoura
Brócolis
Couve-Flor
Ervilha
Vagem
Batata

Preparo

1.      Tempere os filés com sal e pimenta do reino e doure-os de ambos os lados em uma frigideira com um pouco de azeite. Reserve.
2.      Processe o queijo parmesão.
3.      Acrescente a cebola, o alho, as ervas frescas, a farinha de rosca, o sal, a pimenta do reino e azeite. Processe.
4.      Passe a mostarda em um dos lados dos filés com o auxílio de um pincel.
5.      Coloque uma camada da pasta de ervas sobre o filé de frango (somente em um dos lados) e salpique um pouco do parmesão processado. Em um refratário, leve o filé no forno pré-aquecido, com o lado da pasta para cima, e retire quando a crosta estiver dourada. (se tiver Grill no forno, após uns 15 minutos de cozimento, ligue o grill para dourar e deixar crocante).
6.      Para os legumes, pique-os da forma desejada e cozinhe no vapor até ficar mole (dependendo do gosto), após leve à uma frigideira e adicione uma colher de manteiga, mexa até derreter e acerte o sal.

Pitaco do incherido do blog ;>) 

Que tal acrescentar um molho simples de laranja. A laranja cai muito bem com frango e tambem com alguns peixes.

1/3 xícara de chá de vinho branco
1/4 xícara de chá de suco de laranja
1/4 xícara de chá de cebola média picada
2 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de açúcar
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de páprica doce 

Refogue a cebola no azeite, após refogada acescente os demais ingredientes deixe ferver e pronto!!!



Vinho: Como Frango é uma carne neutra indico um Branco Chardornnay amadeirado ou um Pinot Noir sem compromisso.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Risoto de ervilha com salmão defumado acompanhado de camarão La Belle Meunière



Sabe aqueles pratos que só de olhar já da água na boca....pode ter certeza que essa combinação é sensacional!
principalmente na casa do Paulo que diga-se de passagem está com uma bela adega  e escutando as piadas do tio Paulinho. 

Risoto de ervilha com salmão defumado;
uma cebola grande;
um pacote pequeno de ervilhas congeladas;
caldo de legumes ( + - 12 conchas)
duas medidas de arroz arbório ( medida= copo de 300ml);
uma taça de vinho branco seco;
150g de salmão defumadas;  
queijo parmesão ralado ( pode ser outro tipo de queijo vai do gosto do fregues, só não vai me por mussarela ou queijo prato ein... )
manteiga e azeite;

A base de quase todos os risotos são iguais com algumas pequenas alterações que veremos abaixo.
Pegue as cebolas picadas refogue no azeite com a manteiga, quando estiverem transparente adicione o arroz e refogue rapidamente. Pegue 2/3 das ervilhas e bata em um liquidificador com duas conchas de caldo de legumes, formando um creme ralo de ervilhas. É interessante falar que sempre que faço um risoto como o de palmito, aspargos ou qualquer legume que seja, esta técnica adiciona muito ao prato. Voltando.... após refogar o arroz adicione o vinho branco e deixe evaporar. A primeira concha a ser colocada vai ser do nosso creme de ervilhas em seguida adicione as conchas de caldo de legumes, uma a uma até atingir o ponto de al dente. Ao final acrescente o restante do creme de ervilhas e desligue o fogo. Adicione o salmão defumado, a manteiga o queijo e corrija o sal se necessário e esta pronto seu risoto!!!!

Camarão La Belle Munière

12 camarões grandes, já limpos;
3 colheres de sopa de alcaparras;
150g de champinhom;
3 colheres de sopa de alho frito;
Cheiro verde a gosto;
Pimenta do reino e sal;
Manteiga.
Tempere os camarões com sal e pimenta do reino;
Derreta a manteiga em uma frigideira acrescente os camarões e os champinhom e as alcaparras. Vire os camarões para que selem dos dois lados ( o tempo de preparo dos camarões é rápido, se demorar ele "emborracha"). Adicione mais manteiga, o cheiro verde e o alho frito. Corrija o sal e está pronto!!!


Vinho: Casal do Conde DOC - Branco, safra 2007 - Tejo
Entre todos os vinhos que bebemos naquela agradável noite, que pra variar sempre que vou na casa do Paulo, não ficamos em uma só garrafa, o que acompanhou o prato foi um vinho branco portugues da região do Ribantejo, da vinícola Casal do Conde.
Esta vinícola que tem sua história em mais de 150 anos e consta com uma competente enóloga, Maria Vicente, que tive o prazer de conhecer em minha última viajem. Brinco que em 4 dias de conversas, ou seria melhor dizer aulas de enologia, aprendi mais do que em 4 anos de estudo, rs.... 
O que posso dizer é que este vinho é de ótima complexidade, com frutas cítricas e acidez bem controlada. o final longo e persistente.... resumindo se encontrar...pode comprar o vinho é uma delícia!!! Há só um detalhe...este vinho não deve ser deveras gelado, sirva a temperatura de +- 10°C   

Melhor que eu pra falar do vinho, segue link de que fez e sabe muito do que faz....









terça-feira, 27 de setembro de 2011

Magret de Pato com Purê de Maçã...


 
Domingo antes do almoço fui ao supermercado com a ideia de repetir uma receita da Chef Flávia Quaresma, que sou fã desde que recebi de presente um livro do meu amigo Az... Pra variar não encontrei nenhum ingrediente para receita para receita...E agora o que fazer??? fiquei literalmente passeando no mercado olhando tudo quanto é ingrediente e nada apetecia...foi quando me deparei com uma achado, principalmente para Franca, la estava ele, o PATO!!! esta iguaria realmente eu nunca tinha visto em nenhum supermercado da minha terrinha. Lembrando das minhas viagens de faculdade para Santa Catarina, onde tive o prazer de frequentar as festas do mês de outubro daquela terra linda, me veio a Fenarreco que ocorre em Brusque, que foi lá pela última vez que comi um pato....resolvi tentar reviver este prato até onde o chopp que tomei lá me permitiu lembrar...o resultado.... Saí da mesa com vontade de comer mais!!!

Pato:
2 filés de peito de pato (Magret) +- 200g cada;
Mix de Pimenta moídas na hora
Sal a gosto;
Tomilho;

Purê de Maçã:
2 maçãs fuji;
2 batatas médias
Caldo de legumes 
Noz moscada;
Canela em pau;
Manteiga;
Açúcar;
Sal;

Vamos começar pelo Purê....descasque as maçãs e corte em cubos pequenos. Coloque as maçãs em um panela com manteiga e uma colher de açúcar até que dourem. Após dourar acrescenta água e uma canela em pau. Mexa de vez em quando e vá acrescentando água até que as maçãs comecem a derreter. Paralelamente faça um purê de batatas simples cozinhando a batata no caldo de legumes. Após cozidas as batatas escorra o caldo e amasse-as obtendo o purê de consistência mais liquida (mingau). Junte as maçãs levemente trituradas ao purê de batata, corrija o sal e o açúcar. A ideia do purê é ficar levemente adocicado.
Para o pato, faça cortes na gordura conforme a foto e tempere com sal e pimenta. Leve-os com a gordura para baixo em uma frigideira em fogo médio. Acrescente um galho de tomilho a frigideira. Deixe a gordura derreter e quando estiver dourado vire e deixe fritar na própria gordura (Aí começa a bagunça na cozinha....voa gordura pra tudo quanto é lado, é hora da dona da pensão ficar furiosa hahaha...mas passa quando come o prato...). Atingido o ponto, isto é meio rosado por dentro, retire e corrija o sal se necessário. Está pronto!!!!


Foral Tinto 2009 DOC - Aliança - região: Douro.
Castas: Tinta Roriz; Touriga Franca ; Tinta Barroca

O vinho foi um verdadeiro achado pelo preço que paguei, trata-se de um DOC extremamente gostoso, que vale mais do que os R$18,00 a garrafa (Walmart). Um vinho para beber sem compromisso, frutado com lembrança de frutas vermelhas, coloração vermelho cereja. Taninos redondos e suave com final não muito longo. Um tinto jovem! Recomendo...alias, acho que vou lá buscar mais algumas garrafas, rs...




quinta-feira, 22 de setembro de 2011

0 x 0...Quem ganhou foi o Risoto de Filé com Manga !!!

     
Quarta feira a noite, recebo um convite que só poderia ser de irmão...."o Du, vamos assistir o jogo lá em casa....aí você aproveita e me ensina a fazer um risoto....". Muito bem vamos lá...

Já que o jogo não foi lá essas coisas...vamos partir para o risoto, esse sim ganhou de goleada!
A história deste prato vem do século 14 a.C, que durante o governo dos árabes, que já plantavam arroz no Egito e na África, começou a fazer o mesmo na Sicília e na Espanha. A Itália teve, portanto, o clima mais favorável e geografia para crescer o arroz curto: abundante de territórios planos e úmido. Em seguida, levou quase 100 anos para que esse recurso precioso, que era mais valioso do que o mel, chegar a outras regiões da Itália como Toscana, Lombardia, Piemonte, etc...Muito bem e o risoto que conhecemos? Uma das  lendas da invenção do primeiro risoto ( O Risotto alla Milanese) remonta à 1574 anos. O Duomo di Milano, uma catedral gótica, estava sendo construída, e um jovem aprendiz de vidraceiro chamado Valério foi responsável pela coloração dos vitrais. O Rapaz virou motivo de chacota porque ele parecia ter adicionado açafrão para que os pigmentos obterem uma cor mais brilhante. Cansado das provocações, ele decidiu retrucar a piada e acrescentou açafrão ao arroz para ser servido no casamento da filha de seu mestre.
 O arroz acabou tão bom que a ideia se espalhou imediatamente por toda a cidade e se tornou o prato popular que conhecemos hoje.

Risoto de filé com manga;
Ingredientes: para 5 pessoas (normais!!!)
2 copos médios de Arroz arbório
400 g de Filé Mignon
1 Cebola grande
1 manga tipo adem média
Queijo parmesão ralado a gosto
Azeite
1 cálice de pinga (use pinga da boa!!)
Salsinha picada
Manteiga
Sal e pimenta do reino
Caldo de carne- suficiente para 12 conchas
Preparo:
Coloque o caldo para ferver e mantenha-o quente durante todo preparo. Pegue uma panela de fundo espesso acrescente o azeite e a manteiga e deixe derreter, mas não dourar. Coloque o filé já cortado em tiras pequenas e temperado com sal e pimenta do reino. Refogue a carne ao ponto de bem passada, e reserve.
Na mesma panela acrescente mais manteiga e azeite e refogue a cebola por uns dois minutos, em seguida acrescente o arroz não lavado e refogue rapidamente. Não refogue muito o arroz para que ele não endureça dificultando a penetração do sabor. Depois de rapidamente refogado acrescente a pinga (pode ser vinho branco, como é tradicional em risotos), deixe evaporar o álcool e acrescente duas conchas do caldo de carne. Mexa o risoto até que o caldo evapore, e acrescente mais conchas de uma em uma até o risoto atingir o ponto "al dente"( para esta quantidade de arroz +- 12 conchas). Em todo este processo de cozimento do arroz, é fundamental que não se pare de mexer, pois a cremosidade do risoto se da pelo amido liberado do arroz, e quanto mais se mexe, mais amido é liberado e mais cremoso fica seu risoto. Desligue o fogo e acrescente o filé reservado, manga picada e mexa delicadamente. Em seguida coloque a manteiga, o  parmesão e a salsinha. Corrija o sal e PRONTO!!!! sirva logo em seguida.
Um detalhe que ia ficando para trás é o ponto da cremosidade do risoto. Para saber se a cremosidade  está correta, pegue a colher de pau e passe de um ponto a outro da panela, você verá o fundo da panela e em seguida o risoto vai ocupando o espaço vazio. Caso isso não aconteça acrescente mais uma concha de caldo.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Filé ao vinho com purê de batatas & Chateau Desclau 2002


Como primeira postagem escolhi este prato simples mas delicioso, um dos meus preferidos.
Vamos começar pelo purê de batatas;
cozinhe as batatas picadas sem casca em um caldo de legumes;
após cozido, retire as batatas e reserve um pouco do caldo. Esprema as batatas, acrescente noz moscada, pimenta do reino moída na hora, um pouco do caldo de legumes e leve ao fogo mexendo bem até que adquira a consistência um pouco mais dura do que iremos servir. Utilize um mixer de mão para uniformizar o purê ( ajuda muito na aparência e na textura). Volte ao fogo e acrescente um pouco de creme de leite fresco. Após atingir a consistência desejada, não muito dura e nem muito mole (mingau), acrescente manteiga e se desejar queijo parmesão ralado, mas cuidado!! NÃO utilize aqueles queijos de saquinho, são extremamente fortes e pode estragar seu purê. Na falta de um parmesão de qualidade é melhor não por nada. Acerte o sal e pronto.
Para os filés, corte ou peça para o açougueiro cortar em uma espessura de 2 a 3 dedos(depende do tamanho dos dedos, rss...). Leve os filés a uma frigideira de fundo espesso e bem quente. Neste momento os filés ainda não estão temperados. Sele dos dois lados até achar o ponto desejado. Retire os filés e aí sim tempere com sal e pimenta do reino moída na hora. Leve os filés para o forno pré-aquecido para não esfriar.
Para o molho de vinho, utilize um cálice do vinho tinto seco e acrescente um pequeno galho de alecrim. deixe reduzir até a metade, acrescente um pouquinho de açúcar e acerte o sal. Retire o alecrim e coloque uma colher de manteiga para que seu molho brilhe e fique mais aveludado.
A montagem do prato segue a sugestão da foto, mas fica a critério de vc´s.

Quanto ao vinho, sou suspeito em falar do chateau desclau, principalmente a safra de 2002 ( excelente ) este é um Bordeaux superieur delicioso, bem estruturado, com taninos bem macios e acidez bem controlada. Um final longo e extremamente gostoso e fica com aquele gostinho de quero mais. Um detalhe importante para esse vinho foi a aeração, que agregou muito aos aromas.